Sólido crescimento, aumento da margem operacional e do resultado líquido. Expansão internacional bem sucedida. Aquisição do GESFOR no México, e CYNAPSYS na Tunísia. Proposta amigável de aquisição da Realdolmen na Bélgica e Luxemburgo.

Lisboa (Portugal), 5 de março de 2018 – O Grupo Gfi encerra o ano de 2017 com uma receita de 1.131,9 milhões de euros, registando um aumento de 11,5% face ao ano anterior. Em relação ao período homólogo, o negócio cresceu 2,0%, dos quais 0,4% em França e 9,1% no mercado internacional.

RECEITA: 1.131,9 milhões de euros (+ 11,5%) 
RESULTADOS OPERACIONAIS: 55,8 milhões de euros (+9,1%) 
RESULTADO LÍQUIDO: 37,3 milhões de euros (+16,2%)

"Para o Grupo Gfi, 2017 foi um ano de consolidação e transição, com o nosso principal foco na integração das atividades internacionais, em particular, as da ROFF e da Efron, adquiridas no final de 2016. Os excelentes resultados alcançados em ambiente internacional demonstram os fundamentos sólidos destas empresas e as suas capacidades de desenvolvimento dentro do nosso Grupo. Além disso, e com particular enfoque em França, a Gfi preparou o futuro expandindo a sua oferta, fortalecendo as capacidades de industrialização dos seus serviços e estruturando as suas atividades de suporte. O Grupo está, portanto, preparado para combinar o crescimento orgânico com uma ambiciosa estratégia de aquisições, de acordo com os seus objetivos de negócio", afirmou Vincent Rouaix, Chairman e Chief Executive Officer do Grupo Gfi.

Para Nuno Santos,CEOda Gfi Portugal, “é notável o contributo de Portugal para os resultados do Grupo. Em 2018, o reforço da nossa estratégia setorial será determinante para continuarmos a crescer em mercado nacional”

Para Francisco Febrero, CEO da ROFF, “após a aquisição pelo grupo Gfi, e ainda a viver uma fase de integração, o balanço é muito positivo pois a ROFF obteve excelentes resultados ao nível da performance em 2017, com um crescimento de vendas consolidadas de cerca de 15%. Tendo a ROFF toda a responsabilidade do negócio SAP nesta nova realidade, os bons resultados alcançados têm sido bastante importantes para fortalecer as operações do grupo, mantendo um consistente crescimento das receitas, baseado num forte crescimento orgânico, em novas áreas de negócio e geografias”.

ATIVIDADE DO GRUPO: RECEITA DE 11,5% - EBITDA SUPERIOR A 10,1%

O Grupo Gfi encerra o ano de 2017 com uma receita de 1.131,9 milhões de euros, registando um aumento de 11,5% face ao ano anterior. Em relação ao período homólogo, o negócio cresceu 2,0%, dos quais 0,4% em França e 9,1% no mercado internacional. 

O EBITDA aumentou 10,1%, para 88,2 milhões de euros, contra 80,1 milhões de euros em 2016, representando 7,8% da receita. A margem operacional do Grupo atingiu os 69,0 milhões de euros, ou 6,1% da receita, correspondendo a um aumento de 11,8%.

  • Em França: receita sobe 0,4% - EBITDA 7,7% da receita

Em França, a receita atingiu os 842,9 milhões de euros (74,5% da receita total), o que representa um crescimento de 1,2% (dos quais 0,4% de crescimento orgânico).

Em relação ao EBITDA e à margem operacional, a rentabilidade teve um ligeiro decréscimo, de 0,2 pontos percentuais, resultado das dificuldades sentidas no primeiro semestre, ao nível do crescimento e contratação. O processo de recrutamento foi revisitado, o que levou a uma forte recuperação do volume de vendas. Com os mesmos dias de calendário que no ano anterior, o crescimento orgânico do quarto trimestre foi de 7,7%. Ao mesmo tempo, em França, a Gfi continuou o desenvolvimento de novos negócios nas áreas do Digital, Outsourcing, Omni-commerce, Migração e Software. Esses esforços foram recompensados ​​com contratos significativos na área do comércio eletrónico e nas suas contas de maior relevância. Com um rácio anual de book to bill de 1,35, um dos melhores níveis de sempre, o Grupo estava bem posicionado no início de 2018.

  • Internacional: 9,1% de crescimento orgânico na receita – Expansão internacional bem-sucedida

As receitas internacionais cresceram 58,2% (dos quais 9,1% de crescimento orgânico), atingindo os 289,0 milhões de euros. A atividade internacional representou 25,5% das vendas totais, face aos 18,0% do ano anterior, em linha com o objetivo do Grupo de intensificar a sua expansão internacional. Note-se que, em 2016, o Grupo adquiriu as empresas IMPAQ, EFRON e ROFF.

A margem operacional representou 20,8 milhões de euros, ou seja, 30,1% do total da margem operacional consolidada e 7,2% da receita (6,8% no ano anterior). Este crescimento orgânico e a melhoria da margem operacional demonstram a capacidade do Grupo para integrar e desenvolver novas atividades, em novos espaços geográficos.

CRESCIMENTO DO RESULTADO OPERACIONAL: 9,1%, E DO RESULTADO LÍQUIDO: 16,2%

A capacidade de autofinanciamento, depois de encargos de financiamento e impostos, apresenta um crescimento de 7,9%, fixando-se em 73,3 M€. As despesas de investimento atingiram 46,4 M€, contra 83,8 M€ no ano anterior.

A variação do fundo de maneio (35,5 M€) foi superior à do ano anterior devido ao acentuado aumento verificado nas contas de clientes, consequência do forte crescimento das vendas no quarto trimestre.

O Grupo terminou o ano com um coeficiente de alavancagem de 43% e um rácio dívida líquida/EBITDA que lhe permite, se assim o desejar, encarar operações de crescimento externo.

AQUISIÇÕES: CYNAPSYS E GESFOR

GESFOR

O Grupo Gfi adquiriu a Gesfor, uma empresa constituída por 450 profissionais, com uma receita de 12 milhões de euros - quase 80% no setor bancário -, que opera no México (90%) e no Panamá. Tem como principal atividade o desenvolvimento aplicacional. A Gesfor desenvolve também projetos e soluções de mobilidade e pagamento. Em operação há 25 anos, conseguiu aproveitar as fortes relações com os principais bancos espanhóis que já são clientes do Grupo Gfi. Esta aquisição fortalece a presença da Gfi na América Latina, onde a receita foi, em 2017, de cerca de € 15,7 milhões. Juntamente com as atividades da EFRON e o negócio SAP da ROFF, o Grupo gere agora uma receita de 4,1 milhões de euros no México. A empresa deverá gerar lucro a partir de 2018 e será consolidada a partir do dia 1 de março de 2018.

CYNAPSYS

A Gfi adquiriu a Cynapsys, grupo de empresas multi-especializadas em francês (centros de atendimento), para clientes locais na Tunísia e no mercado africano mais amplo. Cynapsys já era parceiro do Grupo para algumas operações do norte da África. As empresas adquiridas geram, em conjunto, cerca de 5 milhões de euros de receita, com um nível de rentabilidade similar ao do Grupo Gfi em atividades similares. A Cynapsys integra 150 pessoas em França e na Tunísia. A empresa será consolidada a partir de 1 de março de 2018.

OUTLOOK 2018

Atento à realidade económica e firmemente apoiado pelas suas conquistas e o forte desempenho, em 2018 o Grupo Gfi tem como objetivo acelerar o crescimento, continuando a sua transformação e fortalecimento da sua posição internacional, melhorando a sua margem operacional e o resultado líquido.

PROPOSTA AMIGÁVEL DE AQUISIÇÃO DA REALDOLMEN

A Gfi e a RealDolmen, empresa líder no setor das Tecnologias de Informação na Bélgica e no Luxemburgo, anunciaram, no passado dia 23 de fevereiro, a assinatura de um acordo de transação, ao abrigo do qual a Gfi apresentará, na Financial Services and Markets Authority (FSMA), uma oferta pública de aquisição, voluntária e condicional, em numerário, das ações da RealDolmen, por um valor de 37,00 € por ação. A RealDolmen é um dos principais integradores de Tecnologias de Informação que suporta todo o ciclo de vida das TIC, combinando serviços de suporte em infraestrutura e aplicações, com uma oferta de produtos. Com cerca de 1.250 profissionais altamente capacitados, a RealDolmen presta serviços a mais de 1.000 clientes na Bélgica e no Luxemburgo.

 

 

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